quarta-feira, 25 de agosto de 2010

História - Estados Unidos Século XIX

POTÊNCIA ECONÔMICA

O progresso industrial norte-americano foi acelerado pela vitória dos nortistas sobre o sul e se tornou a primeira potência mundial, que fez com que pessoas imigrassem e houvesse um crescimento demográfico.

A guerra da secessão também favoreceu o expansionismo para o restante do continente americano e para a Ásia. A doutrina Monroe e o Destino Manifesto serviram de base ideológica.

Theodore fez os mandamentos da Doutrina Monroe (Colorário) que visava preservar seus interesses econômicos e políticos e tinham o direito de usar a força para intervir nos países do continente, chamada de Big Stick, ou Grande Porrete.

O Big Stick era a frase de efeito usada para descrever o estilo de diplomacia empregada pelo presidente Theodore Roosevort a qual especificava que os EUA deveriam assumir o papel de polícia internacional no hemisfério ocidental. Além disso, as intenções desta diplomacia eram proteger is interesses econômicos dos EUA na América Latina.

Os Estados Unidos intervieram :

-Na construção do canal do Panamá:

O Canal do Panamá está entre os maiores esforços da humanidade que vem contribuindo para o progresso do mundo. Este marco foi possível graças à força internacional, sobre a liderança dos Estados Unidos. Pode-se notar assim a importância estratégica e econômica do canal, que contribui com o comércio mundial e com a economia dos países envolvidos.

Com a descoberta de ouro na Califórnia, milhares de aventureiros de várias partes do mundo, para encurtar o caminho até o metal precioso, atravessaram o istmo do Panamá a pé ou pelo então recém construído caminho-de-ferro. Os Estados Unidos por sua vez também utilizaram esta via para mandar reforços militares para a Costa Oeste e ali consolidar uma soberania ainda pouco segura. No entanto, o francês construtor do Canal de Suez apresentou em 1876 o seu projeto de construção de um canal no istmo do Panamá. Foram feitos os primeiros levantamentos e as primeiras negociações com o governo da Colômbia, a quem pertencia a província do Panamá, acerca da concessão da construção e exploração do futuro canal.

Em 1878 ocorre a assinatura de um tratado com o governo de Bogotá, repassando à sociedade francesa a exclusividade da construção do canal e da sua exploração posterior por um período de 99 anos. Iniciam-se assim os trabalhos e logo surgem os primeiros imprevistos, a malária,a febre amarela e outras doenças tinham dizimado 20.000 operários e a hostilidade ao empreendimento pelos Estados Unidos não favorecia o bom andamento do projeto. Em 1887, o projeto foi finalmente abandonado. A companhia francesa foi encarregada pelos credores de salvar o que ainda podia ser salvo do desastre financeiro. Restava agora encontrar um comprador já que a concessão dos terrenos só terminava em 1903. O governo dos Estados Unidos encontrava-se atento e, em 1902, o Congresso norte-americano autoriza a compra da concessão dos franceses.O governo colombiano, apoiado pelas demais repúblicas latino-americanas, já inquietas com a ambição hegemônica dos Estados Unidos, não autorizou a transação. Em contrapartida, os Estados Unidos apoiaram a agitação separatista no Panamá. Quando, em 1 de novembro de 1903, o Parlamento de Bogotá veta a concessão do canal aos Estados Unidos, a frota norte-americana bloqueia todos os portos do Panamá e, três dias depois era proclamada a independência da República do Panamá. Finalmente, um mês mais tarde, as novas autoridades panamenhas assinam um acordo com os Estados Unidos para a construção e exploração do canal. O tratado, ratificado em 1909, entregava aos Estados Unidos a posse da futura via navegável e de uma faixa de cinco milhas de terras de ambos os lados do canal, pelo preço de dez milhões de dólares.

Período Pós-Construção:

A importância deste canal, é de vital importância para o comércio mundial, justifica a presença de um forte continente militar norte-americano numa base sediada no Panamá.

Desde então se inicia o comércio marítimo na região do canal, intensificando os laços entre os Estados Unidos e o Panamá, que conviveram pacificamente até a década de 50, com a administração militar norte-americana na Zona do Canal.

Os direitos de exploração da área do canal foram adquiridos pelos Estados Unidos, que construíram o Canal do Panamá. No entanto, tal intervenção ameaça a soberania panamenha sobre o seu território e sobre os seus recursos. A idéia da transferência do canal também fere o orgulho norte-americano, que possui objetivos de consolidar sua supremacia mundial, principalmente no cenário da Guerra Fria vigente, o que torna a área do canal ainda mais estratégica. Em 1977, o tratado foi revisto passando o Panamá a controlar o canal desde de 31 de Dezembro de 1999, mas com a condição de seus navios terem preferências.

O canal liga o Atlântico (Caribe) com o Pacífico.

-Independência de Cuba

A colônia espanhola de Cuba lutava em 1898 pela sua independência, liderada por José Martí. Sob o pretexto de proteger propriedades e vidas de norte-americanos, os Estados Unidos intervieram na região, combatendo os espanhóis e garantindo a independência cubana e a anexação de Porto Rico, no Caribe, e das Filipinas, no oceano Pacífico. Por imposição norte-americana, foi acrescentada à constituição de Cuba a Emenda Platt, que instituía o direito de intervenção dos Estados Unidos no país, além de conceder a eles uma área de 117 quilômetros quadrados. O intervencionismo durou até a revolução de 1959, quando Fidel Castro assumiu o governo da ilha, assumindo um governo socialista.

-Invasão da Nicarágua

Eles também intervieram na Nicarágua, em 1909, ocupando-a militarmente até 1933, a fim de estabilizar a região, que vivia intensas lutas camponesas. Na luta contra a presença militar dos Estados Unidos destacou-se o camponês Augusto César.

Com as intervenções militares na América Latina, os Estados Unidos acabaram exercendo completa tutela econômica na região, processos que se integrou a sua crescente supremacia mundial.

Observações:

-Porto Rico = passa a ser do controle norte-americano, isso até os dias de hoje.

-Filipinas = mesmo sendo independente os Estados Unidos continuam interferindo


- Ações do Imperialismo Norte – Americano


-O extermínio dos povos indígenas na América do Norte.

-A invasão do Texas

-A Guerra do México e a anexação dos territórios da Califórnia, Novo México, Nevada, Arizona e Utah.

-Abertura forçada do mercado do Japão

-Invasão da Nicarágua

-Guerra contra a Espanha e a invasão dos territórios hispânicos (Cuba, Porto Rico e Filipinas)

-Anexação do Havaí e a compra do Alasca.

-O canal do Panamá

-Theodore Roosevelt e o Big Stick

América Latina

Capitalismo x Interesses locais

A elite crioulla (descendentes de espanhóis brancos) tinha interesses diferentes em cada região do Brasil, o que leva a projetos de tentar unir a América, em busca de um só interesse.

Com a independência a América Espanhola de fragmenta e surgem os caudilhos que assumem o poder e mantém a mesma realidade do que quando a América era dependente. Mantém a mesma economia e a sociedade, chamado de movimento de permanência. Observe abaixo:

Realidade Colonial (antes da independência):

Colônias eram fornecedoras de matérias primas, como minérios, carne, charque, etc, e só comercializavam com a metrópole (monopólio comercial).

Realidade Nacional (depois da independência):

Continua com a mesma relação entre a metrópole e as antigas colônias. Mas agora há o livre comércio que beneficiará a Inglaterra (nação capitalista dominante). É ainda dependente da metrópole.

Com a independência houve a aberturas dos portos .

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